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Monaco

28/09/2011

Nas 56 edições da Liga dos Campeões da Europa, muitos clubes de menor expressão conseguiram surpreender e chegar à final do torneio. Foi o caso do Stade de Reims, que perdeu a primeira edição do torneio para o Real Madrid, em 1955/56, do espetacular Nottingham Forrest do treinador Brian Clough em 1978/79 e 1979/80, do Borussia Mönchengladbach em 1976/77, do Aston Villa em 1981/82, do Estrela Vermelha em 1990-91, entre vários outros.

Uma das maiores surpresas da história da Liga, porém, foi a campanha da Association Sportive de Monaco Football Club, time fundado no famoso Principado (mas que disputa o Campeonato Francês), em 2003/04. O time do técnico Didier Deschamps tinha bons valores como Evra, Giuly, Morientes, Prso e Adebayor, e deixou pelo caminho equipes como o Real Madrid de Zidane, Figo, Raúl e Ronaldo, além do Chelsea recém-comprado por Roman Abramovich.

Na final, uma derrota incontestável para o forte Porto de Deco e José Mourinho, mas nada que manchasse a bela aventura deste simpático time na mais importante competição de clubes da Europa. Aliás, desde que vi o Monaco jogando aquela Liga dos Campeões, fiquei fã da diferente camisa vermelha e branca do time, que você pode conferir logo abaixo.

Apesar de ter sido rebaixado na última temporada, o Monaco é um time de tradição, com sete títulos franceses, cinco da Copa da França e um da Copa da Liga

Camisa comprada em uma promoção da Netshoes. Aliás, recomendo aos colecionadores que assinem a newsletter dos caras, porque vez ou outra vem uma oferta boa.

O clube manda seus jogos no lindo estádio Louis II, com capacidade para 18500 torcedores. O campo é sede fixa da final da Supercopa Européia desde 1998

Além das feras que formaram o plantel de 2003/04, outros bons jogadores já passaram pelo Monaco, como Amoros, Barthez, Djorkaeff, Henry, Petit, Thuram, Trezeguet e George Weah

A campanha do Monaco na Liga dos Campeões 2003/04 teve vários momentos épicos, a começar pela goleada por 8 x 3 sobre o La Coruña na fase de grupos (veja aqui). O grande destaque porém, foi a batalha nas quartas de final contra o galáctico Real Madrid. Após perder por 4 x 2 na capital espanhola, a equipe do Principado conseguiu uma grande vitória com direito a golaço de calcanhar (recorde aqui), que mandou o time para as semifinais contra o Chelsea.

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Operário

21/09/2011

Estava passando o olho pela minha coleção e notei que tenho poucas camisas de manga longa, algo que curto bastante. Duas, para ser exato: uma do Millonarios, da Colômbia, que colocarei aqui no blog, e, surpreendentemente, uma do Operário, de Várzea Grande-MT.

Pensei: “Por que raios alguém fabrica uma camisa de manga longa do Operário de Várzea Grande?”. A cidade, vizinha à capital Cuiabá, tem altas médias de temperatura (quem mora no Mato Grosso diz que é o único lugar do mundo que bate o calor de Ribeirão Preto, algo que duvido muito), o que torna o modelo invernal completamente desnecessário.

Estou vestindo essa camisa agora, enquanto escrevo, e passando um calor daqueles. É até contraproducente usar um modelo desses num jogo… O cara corre 15 minutos e já não aguenta voltar nem pro segundo tempo. Em todo caso, confira a camisa deste simpático clube:

O clube conquistou o Estadual 14 vezes, quatro antes da divisão do Mato Grosso em MT e MS

Peça trazida de Cuiabá pelos meus pais. Só eles pra saírem num calor de 40ºC pra procurar uma camisa desse nível… Mas graças aos esforços deles, foi mais uma ótima adição alternativa para a coleção (e ainda de manga longa!).

Na galeria de ídolos do Operário aparecem nomes como Beraldo, Ponceano, Poxoréu, Tatu, Botelho, Genésio, Pequenino, Pacu, Xaxalo, Lulinho, JK, Bife, Gaguinho, Mão de Onça, Lúcio Bala, Zé Pulula, Mosca e Birica

O "Chicote da Fronteira", como o clube é conhecido, manda seus jogos no estádio Verdão, com capacidade para 40000 torcedores. O campo está sendo reformado para a Copa 2014, e passará a se chamar Arena Pantanal

O último título estadual do Operário foi em 2006, em uma decisão emocionante contra o Barra do Garças. Após vencer o primeiro jogo em casa por 2 x 0, o time de Várzea Grande encarou estádio lotado (com a tradicional galera colada no alambrado atrás do gol – para mim, algo que deveria existir em todos os campos do mundo) e muita pressão na partida de volta. Com muita garra, o tricolor sagrou-se campeão do Mato Grosso pela 14ª vez. Confira aqui como foi o duelo.

Aliás, sensacional a escalação do Operário na final: Ernandes, Fábio Pastor, Maurício Canhão, Ataliba e Fabiano; Rafael, Wender, Gugo (Luiz Fernando) e Odil (Simoney); Ronaldo Paulista (Tony) e Rinaldo. O time estava usando o mesmo uniforme que coloquei aqui no blog (mas de manga curta, lógico!)

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Werder Bremen

01/08/2011

Poucas pessoas são tão ligadas e apaixonadas a um clube quanto Thomas Schaaf. Esse alemão de 50 anos um dia foi um zagueiro durão.  Jogou na base do tradicional Sportverein Werder Bremen von 1899 e. V. e subiu para o time principal em 1978. Suas pernas aguentaram até 1995, quando se aposentou pelo mesmo time.

Desde 1987, porém, ele já acumulava a função de técnico das categorias de base, e acabou assumindo o time verde e branco como técnico em 1999. Até hoje não largou o osso, e não dá mostras de que pretende deixar a pacata cidade de Bremen no próximo meio século.

Como fã desses raros casos de jogadores e técnicos que têm amor à camisa, presto aqui uma homenagem a esse digno representante do futebol alemão e ao simpático clube que o abriga há 29 anos. Confira abaixo a bela camisa do Werder Bremen.

Vitorioso, o Werder possui muitos títulos, com destaque para seus quatro Alemães

Camisa trazida pela mamãe Marlise da Alemanha. Gostei muito das ideias da Nike para o modelo, acho que é umas das mais bonitas da minha coleção. Uma pena que a fornecedora não costuma ser criativa assim sempre nas camisas que fabrica…

O time manda seus jogos no Weserstadion, um belo estádio com capacidade para 42500 torcedores. Apesar de ser tradicional e muito arrumado, o campo não sediou jogos na Copa 2006

No Werder Bremen, nenhum jogador pode usar a camisa número 12, que é "da torcida". Outros clubes que fazem o mesmo são o Flamengo e o Fenerbahçe, por exemplo

O Werder Bremen tem uma ligação especial com jogadores brasileiros. Entre os grandes ídolos do time estão o atacante Aílton e o meia Diego.

Cigano da bola, o matador foi um dos grandes responsáveis pelo título nacional de 2003/04, terminando a Bundesliga como artilheiro (incríveis 28 gols em 34 jogos). No começo deste ano, disputou um torneio amistoso pelo Werder – a forma física atual do atleta, no entanto, não chega nem perto dos tempos de glória. Confira aqui alguns gols de Aílton em seus bons anos.

Já o ex-jogador do Santos teve ótima passagem por Bremen entre 2006 e 2009, marcando 38 gols em 84 jogos pelo time verde e branco e conquistado uma Copa da Alemanha e uma Copa da Liga Alemã. Relembre aqui alguns bons lances do “cai cai” pelo Werder. Os torcedores até hoje esperam sua volta!

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Sportivo Luqueño

15/07/2011

Tem algumas bizarrices do futebol que eu nunca esqueço. Em 2008, quando o São Paulo foi ao Paraguai enfrentar o Club Sportivo Luqueño pela Libertadores (1 x 1), chorei de rir quando vi o mascote do time guarani entrar em campo. Era um porco de 300kg, chamado carinhosamente de “Chancho” (porco, em espanhol). Tudo isso porque o estádio Feliciano Cáceres foi construído em cima de um chiqueiro – o que levou o clube a adotar o mascote e apelidos suínos. É muita fuleiragem, né?

O fato é que, depois que vi isso, virei um grande fã do Sportivo Luqueño e de sua bela camisa azul e amarela – que já chegou a ter um modelo em que um porquinho ilustrava o distintivo. Uma pena que o time não seja um assíduo frequentador da Libertadores (só jogou em 76 e 84, além de 2008), senão poderíamos ver mais vezes o leitão gigante levando a torcida ao delírio em Luque. Sem mais delongas, confira essa bela camisa do time paraguaio.

O estádio que foi construído em cima de um chiqueiro chama Feliciano Cáceres, e tem capacidade para cerca de 28000 torcedores

Essa camisa foi um achado em uma loja da Puma, em Asunción, capital del Paraguai. Só lá pra achar mesmo, porque a vizinha Luque é um dos lugares mais tristes de ser ver que eu já passei, lembrava um filme de faroeste. De bonito, só a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol.

Clube de torcida apaixonada, o Luqueño faturou três vezes o Paraguaio 1951, 1953 e 2007), além de ser tetracampeão da Segundona do país (em 1924, levou o título de maneira invicta)

Uma curiosidade: essa camisa Puma do Sportivo Luqueño foi fabricada no Paraguai, na própria cidade de Luque, onde a empresa alemã tem uma de suas maiores fábricas na América Latina

O último título nacional do time amarelo e azul foi conquistado em 2007, vestindo justamente o modelo visto aí acima. Confira aqui todos os gols da campanha do título do Apertura daquele ano, com destaque para os 13 tentos do atacante Cañete, artilheiro do campeonato. Se não estiver tão a fim, esse outro link tem um apanhado do jogo em que o time conquistou o título, com a festa dos jogadores e torcedores.

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Newell’s Old Boys

02/06/2011

Acho legal quando uma torcida adota um apelido que os rivais usavam anteriormente como provocação, como o Palmeiras fez com o porco e o Flamengo com o urubu. O caso mais emblemático disso talvez seja o do centenário Club Atlético Newell’s Old Boys, da Argentina, junto com seu rival Rosario Central. Os torcedores do Newell’s são conhecidos como leprosos, enquanto os do Central são chamados de canalhas. Tudo por conta de um jogo amistoso que nunca chegou a acontecer.

O time rubro-negro organizou uma partida beneficente para arrecadar fundos para ajudar os hospitais no tratamento contra a lepra em Rosario. Jogadores em campo, torcida na arquibancada, tudo muito bem, tudo muito bom… Só faltou o adversário aparecer! Depois desse mico, o time e os torcedores do Central ficaram conhecidos como canallas, enquanto os hinchas do Newell’s são até hoje chamados de leprosos. As alcunhas pegaram e hoje são motivo de orgulho e identificação.

Aliás, o nome “sério” do Newell’s, tema deste post, tem origem diferente: é uma homenagem ao inglês Isaac Newell, imigrante inglês. Fundador do Colégio Anglicano Argentino, que deu origem ao time, trouxe de sua terra natal uma bola e as regras do futebol, que logo fizeram sucesso entre os alunos. Os estudantes resolveram levar o jogo a sério e fundaram o Newell’s Old Boys (“ingressantes [da escola] de Newell”), em 1903. Confira a bela camisa leprosa.

De torcida fanática, o Newell's Old Boys tem cinco títulos argentinos. No entanto, está desde 2004 sem ser campeão

Camisa comprada no calçadão comercial da bela Rosario. É sempre muito engraçado entrar numa loja de esportes e pedir uma camisa para um vendedor que torce para o time rival. Nessa tienda, porém, acabei pedindo a peça para uma moça que era leprosa fanática, e queria me empurrar o casaco, a camisa de viagem, a mala oficial do Newell’s, etc. Fiquei só com a camisa, mesmo…

O time manda seus jogos no simpático estádio Coloso del Parque, que desde 2009 na verdade se chama Marcelo Bielsa - uma merecida homenagem a "El Loco" Bielsa, técnico dos títulos argentinos de 91 e 92

Celeiro de craques, o Newell's é responsável por revelar o melhor jogador do mundo na atualidade: Messi. Outros craques, como Batistuta, Valdano, Ortega e Maradona também passaram pelo clube

O último título importante do time rubro-negro de Rosario foi o Apertura de 2004, conquistado de forma emocionante por dois pontos de vantagem sobre o Vélez Sarsfield. Confira aqui alguns dos gols mais importantes da campanha campeã dos leprosos, com a sempre sensacional emoção dos narradores argentinos.

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Empoli

19/05/2011

Toda vez que vejo o “Show da Rodada” do Campeonato Italiano na ESPN, fico impressionado com o “garoto” Antonio Di Natale. É incrível: o cara simplesmente faz gol em TODA RODADA do Calcio! É uma coisa absurda! Nessa temporada, por exemplo, o cara fez 28 gols em 32 jogos. E olha que ele é um “esquecido” nas convocações da Itália: tem só uns 30 e poucos jogos pela seleção.

O Di Natale já está “eternizado” com a camisa da Udinese, time pelo qual vem se destacando nos últimos anos. Mas fui puxar a capivara do atacante e vi que ele foi revelado pelo pequenino Empoli Football Club, da também pequena cidade de Empoli (47600 habitantes). E pelo time azul ele foi bem também: 158 jogos, 59 gols.

Fui lá no meu armário e resgatei essa bela camisa azul com detalhes em preto do Empoli. Apreciem!

O Empoli é um dos times iô-iôs da Itália. Ano sim, ano não, está na Serie A. Mas seu habitat natual é mesmo a Segundona

Peça comprada na famosa (e já muito citada por aqui) loja de camisas de futebol atrás do Duomo de Milão. Pelo que sei, a loja está lá ainda, firme e forte, vendendo camisas de trocentos mil times (menos a do Catania, um antigo desejo…)

Na sala de troféus do Empoli, nada de muito expressivo: um título da Segundona e um da Coppa Italia Lega Pro, campeonato disputado apenas por times de terceira e quarta divisão

O camisa 10 em questão é Ighli Vannucchi, um dos maiores ídolos do time. Ele jogou 232 vezes pelo Empoli entre 2004 a 2010, marcando 32 gols

Falando no Vannucchi aí de cima, confira aqui uma compilação de alguns gols dele com a camisa do Empoli. Repare no modelo que ele está usando no primeiro gol: número 80 e um suspeito patrocínio de uma tal Frutta. Já no segundo gol, ele está usando exatamente a camisa que eu postei aqui. Fascinante, não?

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Deportes Tolima

16/04/2011

Quando o Internacional perdeu para o Tout Poussant Mazembe no Mundial de Clubes 2010, o futebol brasileiro sofreu sua maior humilhação na história. Esse fato, porém, durou pouco. Cerca de dois meses depois, um clube paulista roubou do Colorado o vergonhoso posto: o Corinthians.

Comandado por um redondo Ronaldo, o clube do Parque São Jorge foi o primeiro time brasileiro eliminado na fase pré-Libertadores, após cair na série contra o desconhecido Corporación Club Deportes Tolima, da Colômbia (0 x 0 no Pacaembu, 2 x 0 no Manuel Murillo Toro).

A façanha deu projeção mundial ao clube vinho e dourado de Ibagué, cidade localizada no corazón colombiano. No Brasil, as piadas mais frequentes eram trocadilhos com o nome do time: “Toliminado”, disseram até mesmo os jornais depois do vexame corintiano.

Classificado para o grupo 7 da Libertadores (junto com Cruzeiro, Estudiantes-ARG e Guarani-PAR), El Vinotinto terminou em terceiro e não foi à fase final da competição continental. Ah, Corinthians… Olha só no que você foi se meter…

Além da vitória sobre o Corinthians, o Tolima tem como outras glórias um título da primeira divisão (2003) e um da segundona (1994) de seu país

Camisa encontrada com muito suor em Bogotá, capital colombiana. Depois de procurar em trocentas lojas, fui achar essa única na ótima FSS (“Francamente, Somos Superiores”). E ainda dei sorte de encontrar o modelo que o time usou nos jogos contra o Corinthians e em sua participação na Copa Libertadores. Destaque para o escudo bordado em linhas douradas.

O destaque do time é o atacante Wilder Medina, que marcou o tento que fechou o caixão corintiano em Ibagué. Talentoso, o atacante é conhecido por sua paixão pela marijuana

Com 56 anos bem vividos, o Deportes Tolima joga no estádio Manuel Murillo Toro, com capacidade para 33000 aficcionados. Quem conheceu o campo não falou muito bem, não...

O título colombiano de 2003 do Tolima foi conquistado após emocionante decisão por pênaltis contra o Deportivo Cali (o time que perdeu a Libertadores para o Palmeiras). Na primeira partida da final, Tolima 2 x 0 em Ibagué. O Deportivo devolveu a diferença em casa: 3 x 1. Na marca da cal, deu Vinotinto. Confira aqui as cobranças e a festa.

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